02 março 2016

Filmes assistidos recentemente: VIY, O espírito do Mal



Assisti recentemente, VIY, O espírito do Mal (1967). Filme russo da década de 60 baseado num conto de Nikolai Gogol, escritor ucraniano do século XIX, e dos soviéticos Konstantin Ershov e Georgi Kropachyov é um filme assustador e divertido.
Certa noite, Khoma Brutus, filósofo e estudante de teologia se perde no campo com outros dois amigos e aceita o convite de uma senhora para repousar em seu celeiro. A velha, é na verdade uma bruxa horrenda, que usa o filósofo como vassoura humana e sai voando pelos céus com ele. Depois de conseguir se libertar, ele a espanca e a deixa inconsciente, neste momento o rapaz a observa e a vê se transformando em uma bela e jovem mulher.  Apavorado com a situação, ele foge.


Em sua volta para o convento, Khoma recebe a notícia que fora requisitado por um rico fazendeiro de um vilarejo próximo à Kiev, para que ele fizesse uma vigília e rezasse durante três noites pela alma de sua filha que acabara de falecer. O fidalgo havia dito que a moça, antes de falecer, pedira unicamente que Khoma velasse seu cadáver.

Mesmo relutante, o jovem cumpre o compromisso e vai até o vilarejo. Regado por sua fé mais algumas doses de vodka, Khoma toma coragem para velar o corpo da moça em uma antiga igreja. Estranhamente na primeira noite ela levanta-se do caixão para assombrá-lo. Ele faz um círculo protetor de giz, do qual a bruxa, mesmo com sua  insistência não consegue ultrapassar. A linda moça é na verdade a bruxa que o fez de 'transporte' inicialmente, só que agora numa versão bem mais jovem. 




Esse martírio só acaba ao cantar do galo. Na terceira e última noite, a bruxa invoca todas as forças possíveis na luta contra o seminarista, e como defesa ele tinha apenas suas orações. Disposta a acabar com a vida dele, ela invoca várias criaturas sombrias e infernais, que saiam dos cantos da parede, como lobisomens, vampiros, esqueletos e demônios, entre eles Viy, um poderoso demônio que é o mal absoluto.

 
Os efeitos especiais presente nas filmagens da bruxa voando dentro de um caixão, além dos demônios e do Viy, são bem toscos quando comparados com o que vemos no cinema atualmente, mas  observando o fato de ser uma produção de 40 anos atrás, podemos considerar o esforço para os efeitos terem aquele ar perturbador. Não é um filme pra morrer de medo, mas sim para se apreciar esses elementos de horror e a história em si.

Pra finalizar o post, deixo um fan vídeo de "Woman of Dark Desires" do Bathory, que foi por meio dele que me interesse a procurar pelo filme. Sinceramente se essa música fosse do filme mesmo seria uma trilha sonora e tanto!


                              

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