20 outubro 2014

Tales of Mystery and Imagination - The Alan Parsons Project

Oi, gente. Tudo bem?
Ando bem sumida daqui, mas é que além da minha tendência à procrastinação, o trabalho e faculdade estão me sugando bastante ai ficou meio complicado de escrever... 
Pra resolver esse meu sumiço, resolvi (finalmente), escrever sobre um álbum que eu adoro. Na verdade, eu o vejo como uma forma diferente de experimentar algumas das mais renomadas obras do nosso tão querido Edgar Alan Poe. O álbum em questão se chama ‘Tales of Mistery and Imagination’, e é da banda de rock progressivo, The Alan Parson’s Project.



Conheci a banda através do álbum ‘I, robot’, baseado na obra de mesmo nome de Isaac Asimov, mas o álbum que realmente me apaixonou, foi o citado “Tales of Mistery and Imagination”. 


Alan Parsons é um engenheiro de som e produtor de discos inglês que ganhou renome por ter trabalhado no estúdio Abbey Road em gravações dos Beatles e, especialmente, pelo trabalho no álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Foyd. Ele fundou o Alan Parson's Project na década de 70 e o Tales of Mystery and Imaginations foi o seu primeiro álbum, lançado em 1976 .

Uma curiosidade sobre esse álbum é que ele possui duas versões, pois a ideia original era que o disco tivesse narrações gravadas por Orson Welles, porém isso acabou não acontecendo na edição original e, somente em 1987, quando a primeira versão em CD foi lançada é que essas narrações foram adicionadas ao disco.


Não sou uma entendedora de música, então não seria capaz de falar sobre a técnica ou proezas de arranjos e execução das canções, e também não vou nomear e falar dos integrantes ou participantes do álbum, mas quem tiver interesse em buscar informações a respeito, fique a vontade de deixar suas contribuições nos comentários. Vou apenas ressaltar que, como toda banda de rock progressivo que se preze, seus discos tem a parte técnica muito bem trabalhada e sonoridade rica em detalhes, que contribuem para que o efeito final fique muito bom.


O ‘Tales of Mistery and Imagination’ é uma interpretação musical para alguns dos contos e poemas do Poe, entre os quais, estão incluídos clássicos como "The Raven" e "The Tell-Tale Heart", e outras obras não tão afamadas como “(the sistem of) Doctor Tarr e Professor Fether”, por exemplo.
Quanto às músicas e melodias – Elas são hipnotizantes, principalmente em “The Raven”, que é muitíssimo equilibrada entre momentos tranquilos e explosões. Acho especialmente foda nessa música os vocais meio codificados (não sei bem como definir isso). Lembro que da primeira vez que ouvi fiquei bem na dúvida se eram vocais mesmo ou algum instrumento ou efeito que fizesse parecer cantado. Além disso, o refrão dessa música (que também é o trecho mais conhecido do poema de mesmo nome) é muito marcante, justamente pelo motivo de ser um conto tão familiar. Depois de ouvir esse disco é que a frase “This quoth the Raven, ‘nevermore’” não vai sair da sua cabeça mesmo. *risos
Encarte do disco
 Meus amigos no facebook sabem que eu já impregnei com esse disco lá, há um tempo e a razão é simples: acho todas as músicas desse disco muito boas. Apesar disso, “The Tell-tale heart” é disparada a minha favorita...  Tanto pela extravagância vocal, quanto às partes de instrumentos de sopro, a interpretação da canção, a parte mais orquestral ou mais calma, tudo contribui para que a música seja muito marcante e empolgante, fora que o conto é um dos que mais gosto também.
Quanto a música “Fall Of House Of Usher" que é a mais épica do álbum, ela foi inspirada no fragmento de ópera de Claude Debussy, chamado "La chute de la maison Usher". Apesar de achar essa música muito boa, confesso que não a acho tão arrematadora quanto poderia ser.  mas como já disse, acho todas as canções muito boas.
Página seguinte do encarte
Há de se ressaltar o esforço que deve ter sido transformar em músicas, obras tão conhecidas e tão veneradas como as do Poe, justamente pelo prestígio do autor. É bem delicado mexer com obras de grandes artistas e, como é de se esperar, o argumento “o disco não está à altura das obras originais” pode ser recorrente. Entretanto, ainda que este seja um argumento válido, não devemos subestimar o álbum.
Só consigo pensar em uma facilidade que pode ter havido para a criação do álbum: a popularidade dos contos facilita a compreensão das ideias conceituais do álbum e isso pode ter dado uma maior liberdade criativa aos compositores e músicos.
De forma geral, são músicas que nos transportam direto para a atmosfera dos trabalhos mais famosos do Poe e, mesmo sabendo que é uma zona de risco indicar isso aqui, pois creio que várias de vocês sejam admiradoras do Poe e podem não gostar, acho que pode ser um disco bem interessante e que pode agradar bastante a quem se atrever a experimentar!

The Raven

Tell-tale Heart

The fall of the house of Usher



Espero que tenham gostado, beijim e até mais! 



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