14 agosto 2014

Resgatando a poesia. #1


O post de hoje fala de resgastes. Em 2011 eu participei de um blog chamado Naquelas Ruas de Paris, juntamente com minhas amigas Roberta e Raynnara. É um blog muito existencial, onde os temas são variados, como cinema, literatura, poesia e solidão. O blog ainda existe, mas não está sendo atualizado. Não sei se só andam ausentes ou não pretendem mais blogar nele. Eu deixei o blog por alguns motivos: não estava com tempo por causa da faculdade, e porque o momento e algumas pessoas me fizeram acreditar que aquilo era uma bobagem. Mesmo assim, hoje eu olho e vejo diferente. É tanto que ano passado tomei coragem e criei o meu próprio blog.
Nota mental: (Pessoas que me fizeram desistir por um instante sequer da poesia, fuck off!)

Eu não gosto muito de ler as coisas que eu escrevia antigamente. Mas foi legal mesmo não pertencendo mais ao blog, poder rever minha contribuição lá.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Foto: Joaquim Benevides, 2013.

Ela sentira uma leve alegria no peito de repente. E ela, que sempre pensou que isso que sentira sempre aparecesse como uma brisa, que toca o rosto, suave e agradável, mas que para depois de alguns segundos. Efêmero. Intenso por alguns instantes, porém prazeroso.

Ela é apenas a projeção de seus planos e ilusões. É duro ter de sonhar num mundo frio. É difícil lidar com os sentimentos, com o amor, lidar com algo que nunca parecera recíproco. É inacreditável. Ninguém gosta de se machucar, porque quanto mais se toca na ferida, mas ela sangra. Então, na maioria das vezes ela se fixava em outras coisas, outros objetivos, inerte, vazia... só para esquecer dos sonhos. Ela cantava uma canção de ninar para toda a eternidade. Esquecera-se de toda a beleza ao seu redor.

Mas és que de repente, o ímpeto de seu coração falou mais alto. E percebeu que as feridas já haviam cicatrizado de alguma forma. Acontece que a dor, te puxa, te laça, inebria-te , e faz-te escrava dela. Pode ser viciante às vezes... mas depois de um tempo, ela se permitira sair desse lugar escuro e frio, e perceber que é belo e florido lá fora.

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Beijos :*


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