19 julho 2013

Apocalipse Zumbi de Alexandre Calari


E ai, pessoal, tudo beleza?



Essa semana acontece o lançamento do segundo volume da trilogia Apocalipse Zumbi, escrita pelo brasileiro Alexandre Callari e vale a pena destacar que o primeiro volume (Apocalipse Zumbi, Os Primeiros Anos) foi o primeiro livro nacional do gênero de zumbis. Aproveitando, então, o ensejo, vim trazer pra vocês uma resenha e os meus pareceres sobre o primeiro volume, espero que gostem e quem sabe vocês não se animam e adquirem logo os dois de uma vez! ;)  

     Aqui pra nós, eu achei o livro empolgante desde o prólogo, onde o autor mostra a cena da pele de alguém contaminado, (como são chamados os zumbis no livro). A partir dai a história vai sendo tecida e surpreende de novo, por não se tratar de uma história apocalíptica, e sim, pós-apocalíptica, pois já se passaram 4 anos desde que os mortos ‘caíram e se levantaram’.

    A história se passa com os moradores de uma comunidade que tenta continuar suas vidas, mantendo um pouco dos costumes que tinham antes de tudo acontecer, e apesar de serem afortunados por terem um lar seguro, com água, energia elétrica e comida, entre os membros da comunidade há também pessoas que sentem-se descontentes até vitimadas pelo preconceito de outros membros da comunidade e que acabam vendo em seu líder (Maní) uma figura para culpar por seu infortúnio. Ele, que bem ou mal, fora quem os acolheu e se tornara responsável pela segurança e bem estar da comunidade até então. O que os revoltosos não contavam é que se era ruim com ele, muito pior seria SEM ele.

    No decorrer do livro, o autor não segue uma linha de tempo linear, onde a história só segue a diante, mas faz uso também vários recordatórios, aonde vai nos apresentando ao que costumavam ser e fazer os personagens na era A.A. (Antes do Apocalipse).

    A minuciosa descrição do autor, numa linguagem simples e de fácil assimilação, nos dá oportunidade de conhecer melhor o caráter de cada um dos personagens, além de nos ajudar a ambientar melhor as cenas, ainda que vez por outra se torne um pouco enfadonha.

    O livro é repleto de ação, mas se de um lado há lutas e derramamento de sangue nos locais mais corriqueiros, há também muito de filosofia empregada no livro, em questões como a índole e o espírito mesquinho e egoísta do ser humano, que mesmo vivendo num mundo destruído e cheio de criaturas horrendas e sedentas por sangue e carne humana, os maiores inimigos da humanidade continuam sendo eles próprios, bem como faz questionamentos sobre o valor de uma vida e da importância de uma pessoa no mundo.

"A maioria nós, pessoas comuns, é como o pai de Dujas, como ele próprio, um infeliz que caminha na crosta terrestre, um inseto que julga ter um rumo, julga viver uma vida, que se acha especial por contribuir com algum tipo de quadro social, mas, no fundo, bem lá no fundo, somos todos fúteis e dispensáveis. A maioria de nós não passa de idiotas, de carne para o abate..."

    O livro traz algumas ilustrações, todas em preto e branco, (confesso que fiquei bastante decepcionada com elas, que para mim, deixaram bastante a desejar) e também um CD com músicas feitas pelo próprio Callari, para ser a trilha sonora do livro (que eu também não gostei nadinha).


    Na minha opinião, é um bom livro e vale a pena lê-lo. Algumas pontas não estão totalmente amarradas, mas a obra promete ser uma trilogia, logo isso faz bastante sentido e a segunda parte, ‘Apocalipse Zumbi, O Inferno na Terra, ’ já está à venda na Saraiva e deve ser superior ao primeiro, já que o autor não vai mais precisar apresentar os personagens ou os cenários e promete ter muito mais sangue, violência e uma trama ainda mais complexa, como o próprio nome sugere. 

    Então, que venham os próximos capítulos e sempre seguindo o lema: “Morte e honra!”.



Um comentário :

  1. Amo a temática sobre apocalipse Zumbi, e é bem importante frisar a série de situações em que o homem atravessa em busca da sobrevivência. Num nível como esse, a mesquinharia e a hipocrisia só provam o que homem realmente é em condições como esta.

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